Marcelo Amorim _ ateliê coletivo _ Fonte | Vila Madalena, SP

O FONTE é um espaço de produção e pesquisa artística dirigido pelos artistas Marcelo Amorim, Nino Cais e Simone Moraes onde mantém seus ateliês. Desde 2013 o FONTE tem promovido residências artísticas recebendo artistas internacionais e brasileiros em suas dependências. Passaram pelo projeto os artistas Martin Lanezan (Argentina), Marco Maria Zanin (Itália), Adrián Balseca (Equador), Nani Lamarque (Argentina) e Pilar Quinteros (Chile) e os brasileiros Rodrigo Braga e Pedro Marighella.

Cada residência internacional conta com o acompanhamento, texto e fala pública conduzidos por um crítico. O caráter da residência aposta que a convivência entre os artistas que ocupam os ateliês e o próprio entorno paulistano – do bairro Vila Madalena que concentra uma profusão de ateliês, centros culturais e galerias – promove uma experiência transformadora aos artistas residentes. A experiência, anti-espetacular, é registrada majoritariamente pelo relato do crítico que acompanha o artista. Colaboraram com o projeto os críticos de arte Bruno de Almeida, Paulo Gallina, Priscyla Gomes e Olivia Ardui.

No FONTE é dado ao artista em residência um dormitório e um estúdio medindo aproximadamente 30m2 como espaço de trabalho pelo período de 1 a 3 meses. Como acréscimo à experiência, é promovida uma série de encontros, a depender da duração e particularidade da pesquisa, com outros agentes do sistema da arte, como críticos, galeristas e artistas. São realizados eventos abertos ao público como sessões de filmes e conversas sempre com o intuito de enriquecer a experiência do residente e aumentar sua interação com os artistas, entorno e público interessado. O artista é também convidado a participar semanalmente dos grupos de acompanhamento do Hermes Artes Visuais orientados por Carla Chaim, Nino Cais e Marcelo Amorim.

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Desde 2016, o projeto conta com um novo espaço: um galpão com 350 m², ainda no bairro Vila Madalena. Localizado no piso superior da Central Galeria de Arte, os dois organismos dividem a coordenação do programa Vídeo de Hoje que acontece no corredor de entrada comum aos dois espaços. Foram apresentados os programas, Exquisite Corpse (curadoria de Kika Nicolela), Uma imagem possível (curadoria de Roberto Moreira S. Cruz), ARG – videoarte argentino (curadoria de Nani Lamarque) e Apariciones (vídeos de Pilar Quinteros).

Essa semana vamos mostrar o espaço do Marcelo Amorim, nas próximas semanas divulgamos dos outros integrantes, Nino Cais e Simone Moraes.

Marcelo Amorim procura em sua pesquisa instaurar uma abordagem crítica para materiais de arquivo e o conceito de nostalgia. Apropriando-se de imagens de documentos históricos não exatamente oficiais, tais como manuais, revistas e livros didáticos, a obra artística de Amorim, que engloba filme, processos gráficos, óleo sobre tela e aquarela sobre papel, possui uma qualidade de reposição e ao mesmo tempo diáfana, destacando uma conexão entre a nostalgia do contemporâneo sobre a imagem histórica e seu propósito original. As montagens e transposições de Amorim parecem enfatizar a qualidade didática do material de origem e levanta questões sobre os valores culturais históricos e sua evolução ao longo do tempo.

https://marceloamorim.art.br